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GAZETA DE POESIA INÉDITA

Espaço dedicado à divulgação de poesia original e inédita em língua portuguesa.

GAZETA DE POESIA INÉDITA

26
Set19

NUNO FÉLIX DA COSTA - SOVIETE

 

 

 

Porque é que a pele clareou e alguns olhos azularam?

Ignoramos o que forja à flor da pele o arcaboiço fascista – a fé

num propósito que poderá nem existir numa inteligência quântica

capaz de pensar desde o princípio contradições e caos. Aspiramos

um metano anterior às proteínas que matam outras proteínas

enroladas sobre si como fetos tagarelas perplexos com o desenvolvimento

Na floresta dos factos dança o sujo extenso que se alimenta da fome

Sermos estrelas – vadias irmãs do regato que escorre com as trutas

 

da consciência – ruidosas, sempre subindo a corrente infinda e confiando

que os filhos apareçam – de memórias helicoidais – de um tempo burlesco

Recapitulamos – ora vulcões incipientes as raízes afundadas explodindo ora

no canto da sala exalamos os resquícios podres da civilização que nos reúne,

pele de todas as cores olhos arregalados ou em bico e estaturas desmedidas

Jantamos ao fogo, comunistas convictos do passado, desejando

a homogeneidade bíblica do paraíso, pleno emprego e saúde no ginásio

do agora. Sempre o agora pesando na atmosfera do eu

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