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GAZETA DE POESIA INÉDITA

Espaço dedicado à divulgação de poesia original e inédita em língua portuguesa.

GAZETA DE POESIA INÉDITA

05
Mar21

VÍTOR TEVES - TRINTA E TRÊS ESPINHOS PARA QUEM ACHAR A TELEVISÃO MUITO LENTA

                              a Nuno Costa Santos

             I

Isto (não) são
haikus do Jornal
de Letras.

             II

Vai chover amanhã
é (quase) certo! diz
o Dr. Metrologista.

           III

Toda a música é
turba ou
boa?

          IV

Atirar
flores em vez
de pedras!

          V

Usas lume?
Somente o
fogo.


        VI

Isto é poesia
ou siapoe? Pergunta
a CIA.

       VII

Não compreendo!
Não queiras tudo
assassinar!

        IX

Epifanias com
leite ou
sem álcool?

        X

Aquilo é pura
droga. Puro desleixo ou
fino eixo?

         X

Isto não é nehum

ataque. Nenhum S
ibérico ataque!

         XI

Criação ou experiência
pergunta-me a
cegonha.

        XII

Cegar todas as aves
do paraíso para salvar
todos os santos.

        XIII

Negar a solidão
para amar a pedra.
E ao relento dormir.

        XIV

Correr em pensamento
exige mil sapatilhas. Só
tenho duas.

        XV

Nadar é um ato de

bravura. Mentir nem
tanto.

      XVI

Segue as estradas da
alegria. Esquece quem
não crias.

       XVII

Compra menos
livros e queima mais
livros.

       XVIII

Dom Carnudo queimava
pestanas e adorava
mamas.

          XIX

Usa a água
no limite e no
fim.

         XX

Dorme. Respeita
o corpo. Somente o
corpo.

       XXI

Há dois tipos de estúpidos:
eu e os snobs. Pen(s)ou
Dostoevski.

       XXII

Duas vezes dois
quanto doi?
hipálage?

          XXIII

Resolver a equação:
Hélias e Hélices que andam
menos Helder igual a ____.

         XXIV

Quantas azeitonas cabe
numa garrafa de
azeite?


       XXV

Não sejas trigueiro
nem azeiteiro.
Galo ou Calo?

       XXVI

Corrigir exige
tempo. Vomitar
também!

      XXVII

Vinte e sete romanos
vinham de Roma. Nunca
cá chegaram!

       XXVIII

Um pé na boca tem o
mesmo efeito que um
dedo?

       XXIX

Jorge tinha a mania de
ler tudo a partir dos ombros.
Era corcunda!

       XXX

Marta é uma rapariga
inteligente. Vê (auto)ficção
em tudo.

       XXXI

Dás-me um cigarro?
Um? Mentes
muito.

       XXXII

Poesia? ou Pozia?
Apenas PO. Com
e sem acento.

      XXXIII

Eis a morte de Cristo
da prosa e do timbre.
Amanhã é certo que
(não) chove.







                                          Vítor Teves

                                        Ribeira Grande

                                         07.02.2021

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